PostHeaderIcon Química nos alimentos.

  A química está presente em nossa alimentação. Como poderíamos alimentar toda a população sem esgotar os recursos naturais do solo? O uso constante de produtos químicos para tratar a terra e aumentar a produção de grãos, frutas, verduras é prova incontestável dessa afirmação. A reposição de elementos como o nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, entre outros, retirados pela ação de chuvas, ventos, queimadas e constantes colheitas, é fundamental para manter a produtividade da terra. Todo esse processo torna importante o estudo das substâncias que ingerimos diariamente. Os alimentos industrializados possuem componentes que vão muito além daqueles encontrados naturalmente em nossa alimentação. Segue um exemplo simples encontrado no dia-a-dia além dos seus efeitos no organismo humano.                      

Ácido fosfórico

  O ácido fosfórico pode ser produzido de duas maneiras: a partir do processo úmido ou do processo térmico (forno). No processo úmido, o minério de fosfato minado é tratado com ácido sulfúrico e detergente. No outro método, o fósforo é reaquecido até se liquefazer e queimar, quando, finalmente, adquire nova forma: o pentóxido de fósforo (P2O5). É misturado ao ácido fosfórico em baixas concentrações e, depois de um processo de purificação, é armazenado para processamento futuro. O ácido fosfórico é corrosivo para o concreto, para a maioria dos metais e para os tecidos. É usado para acidificar o sabor dos refrigerantes, dos laticínios congelados, dos produtos de padaria, das balas e dos produtos de queijo. É usado também como seqüestraste em tônicos capilares, esmaltes e substâncias para refrescar a pele. Por mais estranho que seja não porque a água potável necessitasse de um pouco mais de travo, mas com forma de contornar o problema do acúmulo de chumbo nos canos dos esgotos. Aparentemente, com o tempo, o chumbo se acumula nos canos e o ácido fosfórico retarda sua reação e liberação na água.

Pode retirar o cálcio, excretando-o do organismo. Quando o organismo perde cálcio, retira o que precisa dos ossos. Ocorre a “Síndrome dos ossos quebradiços” em mulheres, associada ao consumo de refrigerantes – essa doença é considerada resultado da perda de cálcio devido ao ácido fosfórico encontrado nos refrigerantes.

  Os fosfatos são essenciais para a saúde, sobretudo o fósforo. Na verdade, as vitaminas do complexo B, niacina e riboflavina, nem são digeridas na ausência do fósforo. Ele também é necessário para a formação de ossos, dentes e músculos saudáveis e faz parte do DNA e RNA. O fósforo regula o metabolismo da energia, ajuda o organismo a absorver glicose e controla o equilíbrio do ph no organismo.

  Mas você não precisa obter os fosfatos por meio dos aditivos encontrados no refrigerante! Basta ingerir alimentos de verdade, como peixes, ovos, aves, feijão e nozes. Não é preciso nada especial, ser vegetariano vira ou fazer suas compras em lojas de produtos naturais. Os adultos precisam de 700mg por dia; portanto se você comer três panquecas pela manhã (cerca de 400mg) e feijão no almoço (cerca de 400mg), terá ingerido a quantidade necessária.

 

 

 

Créditos a: Wallison Jacó da silva e http://hilariomoura.wordpress.com/aulas/quimica-geral-e-inorganica/a-quimica-do-cotidiano/

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